A cigarra e a formiga


Tendo a cigarra em cantigas
Folgado todo o verão,
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.

Não lhe restando migalha
Que trincasse a tagarela
foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.

Rogu-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brio,
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso estio.

A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta.
"No verão em que lidavas?"
À pedinte ela pergunta.


Responde a outra: "Eu cantava
Noite e dia, a toda hora".
- Oh! Bravo! - torna a formiga -
Cantavas? Pois dança agora!"

(Tradução Bocage)


2 comentários:

  1. Oi....feliz em te encontrar no mundo dos blogs...
    Adorei sua idéia e já estou curtindo.

    Agora que a tal formiga é chata...ah...isso é, né?....rs...rs...rs...

    bjs

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  2. Oi... conseguir viu beijos.
    Sua aluna,
    simoni.

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